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Natalia Mucheroni é psicóloga, mestre em Psicologia Experimental pela PUC-SP e doutoranda na USP, onde pesquisa a relação entre aquisição de repertórios verbais e formação de classes de estímulos. Possui ampla experiência na área de Análise do Comportamento Aplicada (ABA)
A intervenção baseada na ABA (Análise do Comportamento Aplicada) é um processo estruturado que visa desenvolver habilidades e reduzir comportamentos que dificultam a aprendizagem e a autonomia. Diferente de abordagens mais intuitivas, ela se apoia em princípios científicos do comportamento, com planejamento individualizado e acompanhamento contínuo por meio de dados.
O primeiro passo é a avaliação funcional. Nessa etapa, o profissional identifica quais habilidades a criança já possui, quais precisam ser desenvolvidas e quais comportamentos estão interferindo no seu desenvolvimento. Também se analisa a função dos comportamentos — ou seja, o que a criança “ganha” ao agir de determinada forma (atenção, fuga de tarefa, acesso a algo, etc.).
A partir disso, é elaborado um plano de intervenção individualizado, com objetivos claros, mensuráveis e divididos em pequenas etapas. Por exemplo, antes de ensinar a leitura, pode ser necessário trabalhar pré-requisitos como atenção compartilhada, discriminação visual e compreensão de instruções simples.
O aprendizado pedagógico baseado na ABA (Análise do Comportamento Aplicada) é estruturado, individualizado e orientado por evidências. Ele parte de um princípio central: o comportamento — incluindo habilidades acadêmicas como ler e escrever — pode ser ensinado de forma sistemática, por meio de reforço, repetição e análise contínua dos resultados.
Na prática, o ensino ocorre por etapas bem definidas. Primeiro, identifica-se o repertório atual da criança: o que ela já sabe, o que consegue fazer com ajuda e onde estão as dificuldades. A partir disso, o conteúdo é “quebrado” em pequenas unidades — por exemplo, reconhecer letras, associar sons, formar sílabas, escrever traços simples — permitindo que cada avanço seja consolidado antes de seguir adiante.
Um dos pilares da ABA é o reforço positivo. Sempre que a criança emite a resposta correta — seja identificar uma letra, completar uma palavra ou tentar escrever — ela recebe um reforço imediato, que pode ser social (elogio, atenção) ou concreto (brinquedos, atividades preferidas). Isso aumenta a probabilidade de o comportamento se repetir.
Natalia Mucheroni é psicóloga, mestre em Psicologia Experimental pela PUC-SP e doutoranda na USP, onde pesquisa a relação entre aquisição de repertórios verbais e formação de classes de estímulos. Possui ampla experiência na área de Análise do Comportamento Aplicada (ABA), atuando com indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em diferentes contextos e regiões do Brasil, como São Paulo, Fortaleza e Vale do Paraíba.
Ao longo de sua trajetória, desenvolveu sólida atuação em atendimento clínico, supervisão e acompanhamento terapêutico, sempre com foco em intervenções baseadas em evidências. Também possui experiência na formação e capacitação de profissionais, tendo ministrado cursos e treinamentos em diversas instituições, como PUC-SP, Faculdade Censupeg, Universo ABA e Inspirar Curitiba.
Atualmente, realiza intervenção ABA voltada a pessoas com autismo de diversos níveis e idades e é professora do curso de Psicologia da Anhembi Morumbi e certificada como instrutora em Professional Crisis Management (PCM), contribuindo para a formação de profissionais mais preparados para o manejo de comportamentos desafiadores. Sua atuação integra prática clínica, ensino e pesquisa, com ênfase no desenvolvimento de intervenções eficazes e socialmente relevantes.
O manejo de crise dentro da Análise do Comportamento Aplicada (ABA) não tem como objetivo “controlar” a criança, mas sim reduzir a intensidade do comportamento, garantir segurança e ensinar respostas alternativas mais adaptativas ao longo do tempo.
Uma crise comportamental geralmente ocorre quando a criança não consegue acessar um reforçador desejado ou não possui repertório suficiente para lidar com frustração, mudanças ou demandas. Por isso, o foco da ABA não é apenas intervir no momento da crise, mas principalmente preveni-la por meio de análise funcional e ensino estruturado.
Dia: xx de maio
Horário: das 8 às 17h
Local: Hotel